sábado, 30 de agosto de 2008

A Minha bochechinha....


Sabe aquelas bonecas da moda, carérrima, que todas as meninas queriam?Pois é, a "Bochechinha", bonequinha da Estrela era assim.Lindinha,chorava quando tirava a chupeta da boca e dizia assim:"Eu quero mamar"...rsrsrs

Estava eu toda prosa com a minha sonhada e porque não dizer, amada bochechinha, em uma certa tarde.Nesta altura, minha bonequinha já não era tão novinha assim, mas estava em perfeitas condições de uso.Minhas amigas queriam muito uma, mas só eu tinha, fato que me destacava no grupo e me elevava na condição superior de ser A MENINA QUE TEM UMA BOCHECHINHA, rsrsr.

Nesta mesma tarde, eis que surgiu L. que respondia sobre a alcunha de Sêca, magrela, palito, quatro olhos e por aí vai, todos os adjetivos correspondentes a sua imagem.A Sêca era a criança mais abastada da rua, morava na casa maior e tinha o quarto dos sonhos.Porém, nao tinha a Bochechinha.Ela se aproximou de mim, e me pediu se podia deixar a boneca dormir na casa dela aquela noite,com o pretexto de separar uma roupa bem linda pra pôr nela.Eu, como "mãe" zelosa titubiei, mas pensando nos possíveis presentes, aceitei.

Fui pra casa sem minha bochecha, ansiosa para que amanhecesse logo o dia...

Eram 10 da manhã qunado fui resgatá-la.

Eis que para o meu espanto a sêca entreabiu a porta e jogou a minha bonequinha.Aliás jogou a cabeça primeiro e depois o corpitcho.Sim, ela havia, literalmente, degolado a minha boneca!

Maldita sêca, fui pra casa aos prantos e até hoje, lembro da minha vó dizer:Chora não fia, aquela sêca invejosa, a gente costura ela...

A Bochecha foi costurada, mas nunca mais falou...

E até certos tempos , quando lembrávamos desta história, minha vó, já velhinha repetia, "aquela sêca invejosa!"hahahahahha

A Sêca hoje, continua sêca e jura que não se lembra desta história, hahahahaha

"A inocência cruel das criancinhas..."

Boneca de Papel


Estava aqui relembrando e me pergunto do que se foi feito das bonequinhas de papel.

Pra quem não conhece ou não se lembra, eram vendidas em bancas de revistas, papel tipo cartolina, onde as crianças recortavam ela e as roupinhas alí desenhadas e ia "vestindo"a sua bonequinha.Eram vários modelitos legais.

Na verdade, lá no fundinho do coração dava uma certa frutação, rsrsrs, afinal a bonequinha não ficava de pé,~quando não se cortava direito e quase sempre não se cortava, ela ficava meio torta, hahahahaha.
Com o tempo essas bonequinhas foram sumindo das bancas de revistas...Mas quem teve uma dessas não esquece!
Se alguém tiver uma, ou porventura encontrar , favor comprar uma pra mim, hehehehehe

O Gato que pulava em sapatos



Foi um dos primeiros livros que lí.Contava a história de um gatinho que por falta de telhado pulava nos sapatos da dona.Era uma vitória quanto escalava um salto 12.Até que um dia ele cansou...E imagina só, achou um telhado onde então, se aventurou, primeiro com pulinhos tímidos até conseguir se estirar nas telhas e tomar um sol...hehehehehehe

Qualquer semelhança com a vida adulta humana, não é mera coincidência!Afinal, não é desta forma que se faz na vida?De pulinhos lá, salto acolá, de repente têm-se o mundo que se ganha...

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

A Casa

Aquela casa da minha infância tinha cheiro de chocolate com leite,
que sempre era servido com pão quente...
Tinha o barulho de pés ligeiros no corredor,
de gargalhadas nas brincadeiras infantis,
da voz rouca e grave mas que falava com amor...
As onzes horas se abriam na janela , várias e coloridas...
De lá eu era vista, correndo na ladeira da minha rua, lá eu era a rainha, a princesa, a dona...Descalça a brincar, a sorrir, a brigar , a cantar...
Lá minha mãe, guerreira menina, a nos ensinar que na vida tem que lutar...
Enquanto isso minha vó preparava o meu pijama e me punha na cama, me convidando a sonhar...
Estrelas, céu, sol, cometas, heróis, fadas, príncipes e rainhas,
dorme minha netinha , dorme fia que amanhã tem mais...
E então nesta casa que aprendí a sonhar...
Sonhar com o primeiro beijo,em como seria quando ficasse adulta,
em quem me tornaria...
E fui crescendo...
E chegou então o momento de sair de lá,
de ir para o mundo...
Meu mundo crescera...
Meus sonhos estava longe dalí e assim partir.
Partir tendo a certeza de onde vím,decidí então trazer aquela casa dentro de mim...
Ela está aqui, com todas as suas cores e ecos, com toda a sua força, com todos os seus personagens...
E ao lembrar dos sonhos sonhados na casa onde nascí, me torno uma menina...
Realizei todos eles...
A casa onde nascí...
Sempre será a minha casa, aquela casa, onde eu aprendí a amar..
E como dizia Doroty:"Não a lugar melhor como o nosso lar"...

Quando eu era pequena

O menino azul
O menino quer um burrinho para passear.
Um burrinho manso,que não corra nem pule,mas que saiba conversar.
O menino quer um burrinho que saiba dizero nome dos rios,das montanhas,
das flores,— de tudo o que aparecer.
O menino quer um burrinho que saiba inventar histórias bonitas
com pessoas e bichos e com barquinhos no mar.
E os dois sairão pelo mundo que é como um jardim
apenas mais largo e talvez mais compridoe que não tenha fim.
(Quem souber de um burrinho desses,pode escreverpara a Ruas das Casas,Número das Portas,ao Menino Azul que não sabe ler.)