segunda-feira, 20 de outubro de 2008

O MELHOR LENÇOL DO MUNDO...

Neste friozinho que anda fazendo estes dias, lembro-me dos melhor lençol do mundo.
Ele vinha assim , de madrugada, das mãos bem quentinhas de uma velhinha que me cobria e dizia:"Dorme com Deus minha fia".Sensação inigualável:Aquele velho lençol amarelo, que me pergunto onde foi parar, rsrsrs, e aquele beijo e amor perfeito, que sempre estará comigo!
O lençol acabou, mas aquela sensação e aquele momento de ternura, ficou para sempre!
TE AMO VÓ!

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

O menino maluquinho



Vida de moleque é vida boa



vida de menino é maluquinha



é bente-altas, rouba-bandeira,



tudo que é bom é brincadeira.



O menino é o dono do mundo



e o mundo não é mais que uma bola



O menino não conhece o perigo



tem anjo da guarda na sua cola.



O tempo do menino maluquinho



é um tempo que existe só na infância



Mas ele é eterno em todos nós



Gruda feito chiclete, feito esperança.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Os Saltimbancos





Tinha uns 5 anos quando me convidaram pra participar do teatrinho da escola...

Tava no auge "Os Saltimbancos trapalhões", com Lucinha Lins, linda, magérrima e loira no papel da gata...Fiquei sonhando, serei eu a gata?

Eis que pra minha surpresa , me colocaram na turminha pra dançar, a música do JUMENTO.

E lá foi eu tadinha, tão loirinha, pequenninha, sabia a música da gata de cor, dançar e cantarolar o música do Jumento.Lembro da sensação de decepção até hoje, hahahahaha....

Anos depois, apresentei "OS SALTIMBANCOS" para o meu filho e olha só o que ouví:

"Mamãe, vc faz a gata pra mim?"Sofás afastados, lá estava eu no melhor palco pra melhor platéia:


"Nós gatos já nascemos pobres, porém, já nascemos livres..."

AMEI....

Obrigado meu menino!


Thanks Chico Buarque!

terça-feira, 2 de setembro de 2008

SMURFS...




Ai os Smurfs...


Todos os dias, eu e minha irmã acordávamos cedinho para assistir ese serzinhos azuis e alegres.


Passava exatamente as 8:30h no xou da xuxa.


Parece que foi ontem, eu e Loly, sentadas na sala tomando leite com nescau de canudinho e comendo pão quente.


Ta aí uma das trilhas sonoras da minha infância:


Lá,lá,lá,lá,lá,lá


Lá,lá,lá,lá,láaaaa...




A CASA




Aquela casa da minha infância tinha cheiro de chocolate com leite,
que sempre era servido com pão quente...
Tinha o barulho de pés ligeiros no corredor,
de gargalhadas nas brincadeiras infantis,
da voz rouca e grave mas que falava com amor...
As onzes horas se abriam na janela , várias e coloridas...
De lá eu era vista, correndo na ladeira da minha rua, lá eu era a rainha, a princesa, a dona...Descalça a brincar, a sorrir, a brigar , a cantar...
Lá minha mãe, guerreira menina, a nos ensinar que na vida tem que lutar...
Enquanto isso minha vó preparava o meu pijama e me punha na cama, me convidando a sonhar...
Estrelas, céu, sol, cometas, heróis, fadas, príncipes e rainhas,
dorme minha netinha , dorme fia que amanhã tem mais...
E então nesta casa que aprendí a sonhar...
Sonhar com o primeiro beijo,em como seria quando ficasse adulta,
em quem me tornaria...
E fui crescendo...
E chegou então o momento de sair de lá,
de ir para o mundo...
Meu mundo crescera...
Meus sonhos estava longe dalí e assim partir.
Partir tendo a certeza de onde vím,decidí então trazer aquela casa dentro de mim...
Ela está aqui, com todas as suas cores e ecos, com toda a sua força, com todos os seus personagens...
E ao lembrar dos sonhos sonhados na casa onde nascí, me torno uma menina...
Realizei todos eles...
A casa onde nascí...
Sempre será a minha casa, aquela casa, onde eu aprendí a amar..
E como dizia Doroty:"Não a lugar melhor como o nosso lar"...

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Leilão de Jardim





Quem me compra um jardim com flores?


Borboletas de muitas cores,lavadeiras e passarinhos,


ovos verdes e azuis nos ninhos?


Quem me compra este caracol?


Quem me compra um raio de sol?


Um lagarto entre o muro e a hera,uma estátua da Primavera?


Quem me compra este formigueiro?


E este sapo, que é jardineiro?


E a cigarra e a sua canção?


E o grilinho dentro do chão?


(Este é o meu leilão.)


Cecília Meireles












O Cavalinho Branco



À tarde, o cavalinho branco está muito cansado:

mas há um pedacinho do campo onde sempre é feriado..

O cavalo sacode a crina loura e comprida e nas verdes ervas atira sua branca vida.

Seu relincho estremece as raízese ele ensina aos ventos a alegria de sentir livres seus movimentos.

Trabalhou todo o dia, tanto!Desde a madrugada!

Descansa entre as flores, cavalinho branco,de crina dourada.

Cecília Meireles

Xou da Xuxa

Depois da época linda do Balão mágico, veio a época do Xou da Xuxa...
Linda, quase uma alienígena, entrava na nave que eu jurava ser de verdade.
Tia Xuxa,leva euuuuuuuuuuu...

TISTU, o menino do dedo verde


Tistu é um menino muito sortudo. Vive na cidade chamada Mirapólvora numa grande casa, a Casa-que-Brilha, com o Sr. Papai, Dona Mamãe e o seu querido pônei Ginástico.
Eles são ricos pois o Sr Papai tem uma fábrica de canhões. Para grande decepção de todos, Tistu dorme nas aulas. Sr Papai resolve fazer com que Tistu aprenda as coisas vendo-as e vivenciando-as. As aulas serão com o jardineiro Bigode e com o gerente da fábrica de canhões, o Sr Trovões.
Na primeira aula, o jardineiro bigode descobre um dom fantástico em Tistu: o menino tem o dedo verde! Isto significa que, onde ele colocar o dedo, nascerão flores! Porém as pessoas grandes não iriam entender este dom. Seria melhor mantê-lo em segredo.
Bigode se transforma no conselheiro de Tistu .
Com o Sr Trovões Tistu conhece um pouco do lado triste do mundo: a miséria, a prisão, o hospital. Ele resolve alegrar estes ambientes colocando seu dedo lá, mas no anonimato. Para o espanto da população, o presídio ficou com tantas flores que as portas não conseguiam mais fechar. Mas os presos não queriam fugir, pois estavam maravilhados! As flores da favela absorveram o lamaçal e enfeitaram as casas, transformando a favela em atração turística. A menina do hospital, que antes contava os buraquinhos do teto para passar o tempo agora conta botões de rosas, que nascem em volta do seu leito.
A cidade, e a vida das pessoas da cidade, mudaram completamente. Tistu então conhece a fábrica do Sr Papai. Ele fica inconformado com o mal que os canhões e as guerras trazem. Secretamente, coloca o dedo nos canhões que estavam sendo enviados para uma guerra. Resultado: a guerra fracassa, pois ao invés de bombas, os canhões lançaram flores. A fábrica é arruinada. Vendo o desespero do sr Papai, Tistu resolve revelar que foi ele quem colocou as flores nos canhões e prova isso fazendo nascer uma flor no quadro de seu avô, na parede.
Sr Papai resolve então transformar a fábrica de canhões em fábrica de flores. A cidade passa a se chamar Miraflores.
Um dia Tistu recebe a notícia de que o jardineiro Bigode tinha ido viajar, que estava dormindo. Confuso com as informações, Tistu pergunta para seu pônei o que aconteceu com Bigode. Ele revela: Bigode morreu. E este é o único mal em que as flores não podem fazer nada.
- Se Bigode morreu, ele está no céu. Então, vou construir uma escada com minhas flores para ele descer! – conclui Tistu.
Após construir a escala, era impossível ver onde ela estava terminando. Sumia no céu. Tistu esperou mas bigode não desce. Então ele resolve ir busca-lo.
Seu pônei tenta impedi-lo sem sucesso. Tistu sobe a escada, vê sua casa diminuindo, vê as nuvens, perde seus chinelinhos e escuta a voz do Bigode: - Ah, você está aqui!
Naquela manhã os moradores da Casa-que-Brilha saíram a procura de Tistu e encontraram uma relva diferente, roída pelo pônei, com botões de rosas dourados, ao lado soa seus chinelinhos,formado a frase: Tistu era um Anjo.

Tistou Les Pouces Verts, foi escrito em 1957 pelo escritor francês Maurice Druon

****Eu tinha 9 anos quando lí este livro e fiquei encantada...Aliás, me encanta até hoje!
Toda criança deveria conhecer o Tistu e o seu polegar verde...

sábado, 30 de agosto de 2008

A Minha bochechinha....


Sabe aquelas bonecas da moda, carérrima, que todas as meninas queriam?Pois é, a "Bochechinha", bonequinha da Estrela era assim.Lindinha,chorava quando tirava a chupeta da boca e dizia assim:"Eu quero mamar"...rsrsrs

Estava eu toda prosa com a minha sonhada e porque não dizer, amada bochechinha, em uma certa tarde.Nesta altura, minha bonequinha já não era tão novinha assim, mas estava em perfeitas condições de uso.Minhas amigas queriam muito uma, mas só eu tinha, fato que me destacava no grupo e me elevava na condição superior de ser A MENINA QUE TEM UMA BOCHECHINHA, rsrsr.

Nesta mesma tarde, eis que surgiu L. que respondia sobre a alcunha de Sêca, magrela, palito, quatro olhos e por aí vai, todos os adjetivos correspondentes a sua imagem.A Sêca era a criança mais abastada da rua, morava na casa maior e tinha o quarto dos sonhos.Porém, nao tinha a Bochechinha.Ela se aproximou de mim, e me pediu se podia deixar a boneca dormir na casa dela aquela noite,com o pretexto de separar uma roupa bem linda pra pôr nela.Eu, como "mãe" zelosa titubiei, mas pensando nos possíveis presentes, aceitei.

Fui pra casa sem minha bochecha, ansiosa para que amanhecesse logo o dia...

Eram 10 da manhã qunado fui resgatá-la.

Eis que para o meu espanto a sêca entreabiu a porta e jogou a minha bonequinha.Aliás jogou a cabeça primeiro e depois o corpitcho.Sim, ela havia, literalmente, degolado a minha boneca!

Maldita sêca, fui pra casa aos prantos e até hoje, lembro da minha vó dizer:Chora não fia, aquela sêca invejosa, a gente costura ela...

A Bochecha foi costurada, mas nunca mais falou...

E até certos tempos , quando lembrávamos desta história, minha vó, já velhinha repetia, "aquela sêca invejosa!"hahahahahha

A Sêca hoje, continua sêca e jura que não se lembra desta história, hahahahaha

"A inocência cruel das criancinhas..."

Boneca de Papel


Estava aqui relembrando e me pergunto do que se foi feito das bonequinhas de papel.

Pra quem não conhece ou não se lembra, eram vendidas em bancas de revistas, papel tipo cartolina, onde as crianças recortavam ela e as roupinhas alí desenhadas e ia "vestindo"a sua bonequinha.Eram vários modelitos legais.

Na verdade, lá no fundinho do coração dava uma certa frutação, rsrsrs, afinal a bonequinha não ficava de pé,~quando não se cortava direito e quase sempre não se cortava, ela ficava meio torta, hahahahaha.
Com o tempo essas bonequinhas foram sumindo das bancas de revistas...Mas quem teve uma dessas não esquece!
Se alguém tiver uma, ou porventura encontrar , favor comprar uma pra mim, hehehehehe

O Gato que pulava em sapatos



Foi um dos primeiros livros que lí.Contava a história de um gatinho que por falta de telhado pulava nos sapatos da dona.Era uma vitória quanto escalava um salto 12.Até que um dia ele cansou...E imagina só, achou um telhado onde então, se aventurou, primeiro com pulinhos tímidos até conseguir se estirar nas telhas e tomar um sol...hehehehehehe

Qualquer semelhança com a vida adulta humana, não é mera coincidência!Afinal, não é desta forma que se faz na vida?De pulinhos lá, salto acolá, de repente têm-se o mundo que se ganha...

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

A Casa

Aquela casa da minha infância tinha cheiro de chocolate com leite,
que sempre era servido com pão quente...
Tinha o barulho de pés ligeiros no corredor,
de gargalhadas nas brincadeiras infantis,
da voz rouca e grave mas que falava com amor...
As onzes horas se abriam na janela , várias e coloridas...
De lá eu era vista, correndo na ladeira da minha rua, lá eu era a rainha, a princesa, a dona...Descalça a brincar, a sorrir, a brigar , a cantar...
Lá minha mãe, guerreira menina, a nos ensinar que na vida tem que lutar...
Enquanto isso minha vó preparava o meu pijama e me punha na cama, me convidando a sonhar...
Estrelas, céu, sol, cometas, heróis, fadas, príncipes e rainhas,
dorme minha netinha , dorme fia que amanhã tem mais...
E então nesta casa que aprendí a sonhar...
Sonhar com o primeiro beijo,em como seria quando ficasse adulta,
em quem me tornaria...
E fui crescendo...
E chegou então o momento de sair de lá,
de ir para o mundo...
Meu mundo crescera...
Meus sonhos estava longe dalí e assim partir.
Partir tendo a certeza de onde vím,decidí então trazer aquela casa dentro de mim...
Ela está aqui, com todas as suas cores e ecos, com toda a sua força, com todos os seus personagens...
E ao lembrar dos sonhos sonhados na casa onde nascí, me torno uma menina...
Realizei todos eles...
A casa onde nascí...
Sempre será a minha casa, aquela casa, onde eu aprendí a amar..
E como dizia Doroty:"Não a lugar melhor como o nosso lar"...

Quando eu era pequena

O menino azul
O menino quer um burrinho para passear.
Um burrinho manso,que não corra nem pule,mas que saiba conversar.
O menino quer um burrinho que saiba dizero nome dos rios,das montanhas,
das flores,— de tudo o que aparecer.
O menino quer um burrinho que saiba inventar histórias bonitas
com pessoas e bichos e com barquinhos no mar.
E os dois sairão pelo mundo que é como um jardim
apenas mais largo e talvez mais compridoe que não tenha fim.
(Quem souber de um burrinho desses,pode escreverpara a Ruas das Casas,Número das Portas,ao Menino Azul que não sabe ler.)